Terça, 05 Maio 2015 12:43

Sintesam participa de debate sobre Políticas Afirmativas

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O GT da universidade que trata do assunto e que organizou o evento tem como objetivo desenvolver políticas de reparação de desigualdades de ordem social voltadas para indígenas, negros e pessoas carentes (pobres). 

    A mesa redonda teve a participação de professores, estudantes e servidores da UFAm, bem como representantes de entidades de classe como ADUA, DCE, ASSUA, Sintesam, Assembleia Legislativa do Amazonas (deputado José Ricardo Wendling - PT) e Câmara Municipal de Manaus (Verª. Profa. Jacqueline).

   O Sintesam foi representado pelo coordenador de Formação Social e Comunicação, Ronaldo Vitoriano que, em sua apresentação questionou, entre vários pontos, não somente políticas voltadas para a coletividade universitária, mas a implementação de políticas, nos âmbitos municipal e estadual, que beneficie a sociedade em geral.

     

 

 

 

Neste aspecto, Vitoriano defendeu a necessidade de ações que facilitam o acesso ao local de trabalho. “Grande parte da população vive alijada no processo histórico de decisão sobre questões públicas. O exemplo é a dificuldade de acesso (transporte público) aos locais de estudo e trabalho”.       

 

Outro exemplo foi a ausência de políticas afirmativas na educação básica para que negros, indígenas e pobres tenham acesso ao ensino superior, bem como moradias adequadas, alimentação, vestuário e livros. “Trata-se da universalização dos direitos políticos e de cidadania. É preciso consolidar esse processo, trabalhando políticas de acesso ao ensino superior a todos”.

       O sindicalista ressaltou a recente lei que criou cotas de acesso à universidade pública e concursos públicos federais destinadas a negros e indígenas. Mas, destacou que a maioria das pessoas, consideradas pardas e negras, ainda possuem cargos e salários menores, o que significa menor participação nos campos político e decisório. “Cerca e 90% dos servidores n Itamaraty são compostos por brancos, desigualdade que, apesar de ser em menor escala, também se repete no corpo de docentes da UFAM”.


    Ronaldo defendeu ainda a necessidade de reforma nos regimentos para concursos públicos, visando políticas afirmativas que beneficie deficientes físicos e população de baixa renda, além de revisão de direitos para imigrantes nordestinos que contribuíram para o engrandecimento do País com trabalho semiescravo e, hoje, vivem abandonados às margens de rios da Amazônia. “Precisamos também ampliar os espaços de diálogos, inclusive com abertura de novos conselhos, para que a sociedade possa estar representada. Somente assim vamos quebrar entraves para a universalização de direitos e criação de medidas que visam a reparação de desigualdades sociais, de gênero, entre outras”.

Assessoria de Comunicação - Sintesam

 

 

Lido 396 vezes Última modificação em Segunda, 08 Junho 2015 13:22

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