28 de anos de luta

“Aos oito dias do mês de fevereiro do ano de mil novecentos e noventa e um, às quinze horas, no Centro de Convivência da Universidade do Amazonas no Campus Universitário, reuniram-se em Assembleia Geral, [...], os trabalhadores do ensino superior do Estado do Amazonas, para deliberar sobre a seguinte pauta: a) Fundação do Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Superior; b) Discussão e aprovação dos Estatutos; c) Eleição e posse da Diretoria provisória; d) Filiação a uma Central Sindical; e) Filiação à FASUBRA – Federação das Associações e Sindicatos das Universidades Brasileiras”.

E, assim, estava fundado o Sindicato dos Trabalhadores do Estado do Amazonas (SINTESAM). O texto acima é um trecho da primeira ata registrada na instituição. Mas a história da fundação do sindicato começou bem antes. A ideia surgiu a partir da promulgação da Constituição Federal, de 05 de Outubro de 1988, quando os trabalhadores do ensino superior conquistaram o direito de se organizar sindicalmente, o que era proibido até então.

“Na época do Golpe Militar foi proibida a questão de sindicatos. Já com o fim dele, com a redemocratização do país, a nova Constituição, essa possibilidade voltou. Assim, surgiram dentro das universidades as associações, que eram mais voltadas para o lado social, o lazer. E assim foi surgindo a luta, começando nas associações. Depois, fundamos o sindicato, com a luta maior e a atuação política e jurídica”, comenta o atual Coordenador Geral do Sintesam, Francisco Viana, que também é um dos fundadores da entidade.

A FASUBRA, no VI Congresso Nacional, deliberou a organização sindical por ramo de atividade por entender ser a mais justa. “A Diretoria anterior da ASSUA [Associação dos Servidores da Universidade do Amazonas], seguindo a orientação e decisão congressual da FASUBRA, realizou em vários setores da Universidade a discussão da necessidade de criarmos um sindicato. No período de 19 a 21 de outubro de 1989, realizou-se o I Congresso dos Servidores da Universidade do Amazonas, no qual foi aprovada e posteriormente reafirmada em assembleia de categoria a criação do sindicato”, dizia o texto de convocação para a Assembleia de Fundação do Sintesam, acompanhado de dizeres como “Não fique só” e “Chegou o dia”.

A primeira Diretoria provisória foi formada pela única chapa apresentada na Assembleia Geral. Carlos Augusto Gomes de Almeida foi o primeiro presidente do Sintesam, acompanhado do vice-presidente Ilton da Silva Pereira. Na Secretaria, foram eleitos Luiz Carlos Carvalho Sena, como Secretário Geral, e Maria Nilba Couto, como Primeira Secretária. Luciene Vasconcelos Reis ficou como Tesoureira Geral e Sebastião Carlos Cabral como Primeiro Tesoureiro. As demais pastas ficaram assim: Diretoria de Formação Sindical: Arminda Rachel Mourão. Diretor de Assuntos Intersindicais: Francisco Viana do Nascimento. Diretor de Imprensa e Comunicação:  Alôncio de Oliveira. Diretor de Administração, Patrimônio e Informática: Glaycon Chateaubriand da Silva. Diretor de Cultura, Esportes e Lazer: Antônio César Castro da Costa. Diretor de Assuntos Jurídicos: Aminadabe Pereira da Silva. Diretor de Assuntos do Trabalhador: Adamir de Melo Amaral.

Naquele mesmo ano, a Diretoria Executiva deu início ao processo de solicitação de filiação à FASUBRA. Vinte e oito anos depois, o sentimento de luta é o mesmo no sindicato. A entidade segue trabalhando na defesa pelos direitos dos trabalhadores em geral, focando na categoria representada por ele. “A melhor coisa que já fizemos foi ter criado o sindicato para fazer essa luta, porque até hoje nenhum benefício que tivemos foi por força dos próprios governos, sempre partiu e dependeu da luta dos trabalhadores. E o Sintesam, aqui no Amazonas, é a maior ferramenta que temos dentro da universidade em defesa dos direitos dos trabalhadores dessas instituições”, conclui Viana.  

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